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16.01.08
São Paulo, Terra da Tempestade

A forte chuva que atingiu o estado de São Paulo deixa conseqüências assustadoras e alarmantes. Após algumas horas de chuva entre sábado, dia 12, e domingo, dia 13 de janeiro, muitas cidades ficaram alagadas e sem energia elétrica. Peruíbe, uma das cidades mais afetadas, declarou estado de calamidade pública.
Em todo o estado, de acordo com a Defesa Civil, são pouco mais de 14 mil desalojados, 1062 desabrigados e 4 mortos, um em Peruíbe, um em São José dos Campos e dois em Jacupiranga. Os governos estadual e federal estão verificando como poderão ajudar os municipios mais atingidos pela "força da natureza". Enquanto isso, muitas familias estão alojadas em escolas e recebem ajudas de pessoas que não sofreram tanto com o temporal.
Nesse momento, mais importante (e necessário) do que achar um culpado, é encontrar soluções. Entra ano, sai ano, entra politico, sai politico e os temporais continuam causando transtornos e sendo manchetes quase diárias nas capas dos jornais, em época de chuvas. O que pode ser feito para evitar novas tragédias?
Por parte das autoridades politicas, a construção de piscinões e córregos, além da melhoria da estrutura das cidades para o escoamento e tratamento de água já é um bom começo. Mas, a principal mudança tem que ser da população A começar evitando jogar lixo nas ruas, pois esse é um dos maiores vilões causadores de enchentes. Não adianta o governo fazer o que eu acabei de escrever se a população joga o lixo nos córregos, na rua... Mais do que cobrar as autoridades, os cidadãos devem se conscientizar de que todos nós somos importantes nessa luta contra as enchentes e a mudança deve começar em nós. Ou então, a tendência é que as conseqüências das chuvas sejam cada vez piores.
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